sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quando estou só...

... eu penso em tudo e em nada.
... eu sorrio e choro.
... eu faço tudo ou faço nada.
... eu idealizo e sonho.
... eu imagino e projecto.
... eu entristeço-me perdidamente.
... eu valorizo-me cada vez mais.
... eu reconsidero a minha vida.
... eu fortifico-me intensivamente.
... eu arquitecto o futuro.
... eu equaciono variáveis.
... eu acho sonhos perdidos.
... eu reencontro-me com medos.
... eu surpreendo-me e desiludo-me.
... eu auto-analiso-me.
... eu amo e odeio.
... eu luto, perco batalhas e ganhos guerras.
Quando estou só, eu... essencialmente vivo a minha vida!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Abraço da Verdade

Já conto os dias, as horas os minutos para te abraçar!
O abraço da expectativa!
O abraço da decisão!
O abraço da saudade!
O abraço da cumplicidade!
O abraço da verdade!
Preciso de te abraçar para te sentir se é verdade!
Se é verdade que és real, que existes, que te posso sentir, que te posso beijar e que te posso (re)descobrir.
Necessito verdadeiramente do teu abraço, do teu calor, do teu carinho, da tua cumplicidade e da tua existência!

terça-feira, 3 de julho de 2012

O passeio da vida... VI

Pobres de espírito não são aqueles que não possuem qualquer conhecimento acerca do universo. Pobres de espírito são os que detêm o conhecimento e que por si só acham que são o próprio universo.

sábado, 23 de junho de 2012

O passeio da vida... V

Sentimentalismos à parte:

As mulheres só são tolas se quiserem ser...
... se quiserem ser verdadeiramente amadas!
As mulheres que não são tolas, não vivem nem para si, nem para amor algum, e tão pouco viverão alguma vez uma verdadeira paixão!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Imperfeição perfeita!


Só me perdendo chegarás à conclusão que estiveste sempre a ganhar!  A vida não se define com cores ou com músicas, mas também não a vivemos a preto e branco nem tão pouco sem o som agradável de uma qualquer melodia, portanto… E eu bem sei disso, pois só me alegro a viver a cores e com excelentes canções! Mas viver a perfeição não é apenas isto, esta definição não faz da tua vida bela ou perfeita! Vive atento… a beleza é efémera, é subjectiva, e principalmente, é manipulada. O perfeito não se conjuga com todos os modos fúteis da vida! A imperfeição existe nas coisas mais belas da vida. Basta saber observar! Basta saber amar! Basta saber viver! Basta saber compreender! Vives na ânsia da perfeição, do modelo tipo, mas isso não existe… Até nas histórias de encantar existem as belas e os senãos… A perfeição só existe no fim da história, só sabes o que foi perfeito quando estiveres a chegar ao fim. Só depois de tudo o que nos foi pronunciado, de tudo o que nos foi realizado, e de tudo o que nos foi oferecido; só depois de tudo o que foi vivido é que sabemos onde existiu perfeição. Porque viver é observar a beleza das imperfeições e fazer de tudo o que vivemos algo perfeito (seja o que desejamos, ou não). E viver assente numa bela perfeição não faz da tua vida perfeita. A tua vida só será perfeita se aceitares as imperfeições! Tenta aceitar, basta para isso reflectires no que é perfeito ou imperfeito, e no que é belo aos olhos e ao coração. Se tudo mudar de tom, de cor, ou de som, basta-nos contentar com o imperfeito e construir nela uma nova perfeição. Mas tem cuidado como queres remediar as imperfeições de quem é perfeito para ti. De certo modo as imperfeições que renegamos e que abominamos, às vezes não passam apenas de pequenas quimeras que existem na perfeição. E na vida tudo é possível, podes sempre tropeçar cego na ânsia de uma quimera se transcender a ti. Se isso te acontecer, não será para te menosprezar, mas para aprenderes a valorizar a beleza que deixaste perder por não a teres como perfeita. Observa a vida de outro ângulo! Deixa de te amar apenas, ama o próximo! Vive apenas e só! E, principalmente, tenta compreender quem te ama de alguma outra forma. Ajusta-te à beleza das imperfeições. Duvida de tudo o que é perfeito, porque ou já existiu, ou estará para existir algo imperfeito. Viver com dualidades perfeitas / imperfeitas fará a tua vida bela, única, e perfeita… Hoje vivi eu um dia imperfeito, ontem viveste tu, eu continuei cá para ser aceite com as imperfeições que faziam de mim perfeita. Pois bem… Só valorizarás a minha beleza quando verificares que a imperfeição faz parte da minha perfeição! Desacostuma-te da falsa perfeição, redefine beleza, reaprende a amar, aprende a compreender cada pessoa com base nos defeitos (teus e das pessoas), e vive essencialmente para fazer alguém feliz. Só assim serás feliz e viverás na perfeição, e por muitos defeitos que existam na tua vida, acredita só assim ela será bela e perfeita. E não precisas negar-te ou mudar por mim… Basta ajustar a beleza do dia-a-dia a cada dia, e reajustar as imperfeições da vida. E acredita que só me aceitando como realmente sou viverás a perfeição e verás a beleza que tenho, esteja onde ela estiver! Basta acreditares que para haver perfeição temos que aceitar a imperfeição!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sorrir :)


Acordei com um sorriso pensativo. Daqueles sorrisos em que me perguntam: “O que estás a pensar?”. Hoje sorri de uma maneira que ninguém consegue desvendar. Este sorriso que pertencerá apenas e só a quem o souber desmistificar! Sorrio a pensar no que seria, no que foi, e no que poderia ser… Mas a verdade é que sorri no que é. E o que é? Pergunto eu todos os dias! A verdade é que sorri a pensar na resposta a esta pergunta. O que é, depende do que foi, mas em certo modo, vive assente no que poderá vir a ser. E o que poderá ser? Eu nem quero saber! Porque se soubesse com certeza não quereria sorrir a tudo. E a verdade é que apesar de tudo precisarei de continuar a sorrir… Sorrir triste, sorrir alegre, sorrir frustrada, sorrir confiante, sorrir desconsertada, …, mas sorrir essencialmente por alguém que venha a ter o meu sorriso como único! E o sorriso com que acordei hoje foi suspirando por alguém que não desista de me ver sorrir, alguém que não me faça desistir de sorrir, e que, principalmente, me faça sorrir de todos os modos que sei sorrir!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Outra Vida


À muito que deixei de sentir, de reflectir, e de existir. Regressei ao mundo de onde vim, voltei ao mundo em que todos existem. Percebi que tinha que regressar. E regressei por mim mesmo. Precisei de voltar para ser quem sou, para existir como sempre existi. A necessidade de voltar a ser eu levou-me a uma decisão própria, uma decisão livre e conscienciosa. Precisei de me ver e não me reconhecer para verificar que tinha que voltar. Voltei para mim e para o meu mundo, o mundo de todos nós. Aqui habitam todos os que querem ser próprios e únicos, aqui vive-se livremente na construção de uma vida própria. Ninguém influencia ideais, sentimentos, pensamentos ou reflexões. Mas todos em uníssono constroem um mundo individual que se unifica num único mundo, em que todos vivem consensualmente. Sistematicamente viajo ao mundo onde vivi e observo os erros que todos cometem; os mesmos que eu também cometi, e que, de certo modo, venho a este mundo saldar. Nessas viagens verifico a falta de vontade das pessoas em serem únicas e verdadeiras na construção das suas próprias vidas, só porque não querem deixar de viver em conformidade com a sociedade.
A verdadeira vida está neste mundo, onde cada um constrói a vida assente apenas em sentimentos e afectos. Aqui não habita o ter, apenas reside o ser. Ninguém vive para impressionar, especular ou insultar; vive-se para sermos únicos em conjunto. E em conjunto somos o todo em que a sociedade do outro mundo acredita existir neste.