O retrato surrealista de uma vida concreta que se fixa no abstracto para viver...
terça-feira, 3 de julho de 2012
O passeio da vida... VI
Pobres de espírito não são aqueles que não possuem qualquer conhecimento acerca do universo. Pobres de espírito são os que detêm o conhecimento e que por si só acham que são o próprio universo.
sábado, 23 de junho de 2012
O passeio da vida... V
Sentimentalismos à parte:
As mulheres só são tolas se quiserem ser...
... se quiserem ser verdadeiramente amadas!
As mulheres que não são tolas, não vivem nem para si, nem para amor algum, e tão pouco viverão alguma vez uma verdadeira paixão!
As mulheres só são tolas se quiserem ser...
... se quiserem ser verdadeiramente amadas!
As mulheres que não são tolas, não vivem nem para si, nem para amor algum, e tão pouco viverão alguma vez uma verdadeira paixão!
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Imperfeição perfeita!
Só me perdendo chegarás à conclusão que estiveste sempre a
ganhar! A vida não se define com cores
ou com músicas, mas também não a vivemos a preto e branco nem tão pouco sem o
som agradável de uma qualquer melodia, portanto… E eu bem sei disso, pois só me
alegro a viver a cores e com excelentes canções! Mas viver a perfeição não é
apenas isto, esta definição não faz da tua vida bela ou perfeita! Vive atento…
a beleza é efémera, é subjectiva, e principalmente, é manipulada. O perfeito
não se conjuga com todos os modos fúteis da vida! A imperfeição existe nas
coisas mais belas da vida. Basta saber observar! Basta saber amar! Basta saber
viver! Basta saber compreender! Vives na ânsia da perfeição, do modelo tipo,
mas isso não existe… Até nas histórias de encantar existem as belas e os
senãos… A perfeição só existe no fim da história, só sabes o que foi perfeito
quando estiveres a chegar ao fim. Só depois de tudo o que nos foi pronunciado,
de tudo o que nos foi realizado, e de tudo o que nos foi oferecido; só depois
de tudo o que foi vivido é que sabemos onde existiu perfeição. Porque viver é
observar a beleza das imperfeições e fazer de tudo o que vivemos algo perfeito
(seja o que desejamos, ou não). E viver assente numa bela perfeição não faz da
tua vida perfeita. A tua vida só será perfeita se aceitares as imperfeições!
Tenta aceitar, basta para isso reflectires no que é perfeito ou imperfeito, e
no que é belo aos olhos e ao coração. Se tudo mudar de tom, de cor, ou de som,
basta-nos contentar com o imperfeito e construir nela uma nova perfeição. Mas
tem cuidado como queres remediar as imperfeições de quem é perfeito para ti. De
certo modo as imperfeições que renegamos e que abominamos, às vezes não passam
apenas de pequenas quimeras que existem na perfeição. E na vida tudo é possível,
podes sempre tropeçar cego na ânsia de uma quimera se transcender a ti. Se isso
te acontecer, não será para te menosprezar, mas para aprenderes a valorizar a
beleza que deixaste perder por não a teres como perfeita. Observa a vida de
outro ângulo! Deixa de te amar apenas, ama o próximo! Vive apenas e só! E,
principalmente, tenta compreender quem te ama de alguma outra forma. Ajusta-te
à beleza das imperfeições. Duvida de tudo o que é perfeito, porque ou já
existiu, ou estará para existir algo imperfeito. Viver com dualidades perfeitas
/ imperfeitas fará a tua vida bela, única, e perfeita… Hoje vivi eu um dia
imperfeito, ontem viveste tu, eu continuei cá para ser aceite com as
imperfeições que faziam de mim perfeita. Pois bem… Só valorizarás a minha beleza
quando verificares que a imperfeição faz parte da minha perfeição!
Desacostuma-te da falsa perfeição, redefine beleza, reaprende a amar, aprende a compreender cada pessoa com base nos defeitos (teus e das pessoas), e vive
essencialmente para fazer alguém feliz. Só assim serás feliz e viverás na
perfeição, e por muitos defeitos que existam na tua vida, acredita só assim ela
será bela e perfeita. E não precisas negar-te ou mudar por mim… Basta ajustar a
beleza do dia-a-dia a cada dia, e reajustar as imperfeições da vida. E acredita
que só me aceitando como realmente sou viverás a perfeição e verás a beleza que
tenho, esteja onde ela estiver! Basta acreditares que para haver perfeição
temos que aceitar a imperfeição!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Sorrir :)
Acordei com um sorriso pensativo. Daqueles sorrisos em que
me perguntam: “O que estás a pensar?”. Hoje sorri de uma maneira que ninguém
consegue desvendar. Este sorriso que pertencerá apenas e só a quem o souber desmistificar!
Sorrio a pensar no que seria, no que foi, e no que poderia ser… Mas a verdade é
que sorri no que é. E o que é? Pergunto eu todos os dias! A verdade é que sorri
a pensar na resposta a esta pergunta. O que é, depende do que foi, mas em certo
modo, vive assente no que poderá vir a ser. E o que poderá ser? Eu nem quero
saber! Porque se soubesse com certeza não quereria sorrir a tudo. E a verdade é
que apesar de tudo precisarei de continuar a sorrir… Sorrir triste, sorrir
alegre, sorrir frustrada, sorrir confiante, sorrir desconsertada, …, mas sorrir
essencialmente por alguém que venha a ter o meu sorriso como único! E o sorriso
com que acordei hoje foi suspirando por alguém que não desista de me ver
sorrir, alguém que não me faça desistir de sorrir, e que, principalmente, me
faça sorrir de todos os modos que sei sorrir!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Outra Vida
À muito que deixei de sentir, de
reflectir, e de existir. Regressei ao mundo de onde vim, voltei ao mundo em que
todos existem. Percebi que tinha que regressar. E regressei por mim mesmo.
Precisei de voltar para ser quem sou, para existir como sempre existi. A
necessidade de voltar a ser eu levou-me a uma decisão própria, uma decisão
livre e conscienciosa. Precisei de me ver e não me reconhecer para verificar
que tinha que voltar. Voltei para mim e para o meu mundo, o mundo de todos nós.
Aqui habitam todos os que querem ser próprios e únicos, aqui vive-se livremente
na construção de uma vida própria. Ninguém influencia ideais, sentimentos,
pensamentos ou reflexões. Mas todos em uníssono constroem um mundo individual
que se unifica num único mundo, em que todos vivem consensualmente. Sistematicamente
viajo ao mundo onde vivi e observo os erros que todos cometem; os mesmos que eu
também cometi, e que, de certo modo, venho a este mundo saldar. Nessas viagens
verifico a falta de vontade das pessoas em serem únicas e verdadeiras na construção
das suas próprias vidas, só porque não querem deixar de viver em conformidade
com a sociedade.
A verdadeira vida está neste
mundo, onde cada um constrói a vida assente apenas em sentimentos e afectos.
Aqui não habita o ter, apenas reside o ser. Ninguém vive para impressionar,
especular ou insultar; vive-se para sermos únicos em conjunto. E em conjunto
somos o todo em que a sociedade do outro mundo acredita existir neste.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Sempre que penso em mim idealizo tão pouco, mas acabo sempre por imaginar para além das expectativas. É tão bom sonhar connosco próprios! Sinto-me fascinada quando imagino ou idealizo a minha vida, mas a verdade é que quando penso em mim centro-me essencialmente nos outros. Sinto necessidade de me focar nos outros, como que tivesse a necessidade de viver por alguém além de mim. Deveríamos apenas focar-nos em nós próprios? Possivelmente deveríamos... A verdade é que eu não o faço! Arrependo-me? Nem sei bem se sim ou se não. O facto é que me arrependo tantas vezes, mas nessas mesmas tantas vezes acabo sempre por me perdoar, acabo por não me arrepender. Vivo para os outros e é daí que tiro o prazer de viver. Estas poucas coisas que idealizo e as outras tantas que imagino para a minha vida levam-me a confundir arrependimento com expectativa. A verdade é que a minha vida depende de mim mesma, e por causa disso mesmo, eu acabo sempre por oferecer-me demais aos outros, como que a minha vida dependesse daquilo que sou para os outros. Mas sejamos realistas... Com toda esta maneira de ser corro muitos riscos. A sociedade já não usa estas ideologias nem se rege em função dos outros. E a verdade é que poucos são como eu; já não se vive inteiramente para quem quer que seja. Cada um oferece o que quer de si aos outros. Agir conforme o estereótipo da sociedade actual faz-me desvanecer o desejo que imagino ou idealizo, mas é também com este tipo de pensamento social que aprendo a viver verdadeiramente para mim, desvinculando-me pouco a pouco dos outros. Começo a aprender a oferecer de mim apenas o racional, o que quero e tenho de mim, de uma forma comedida. A vida ensina-nos, mas apesar de tudo tenho a certeza que é oferecendo-nos aos outros que teremos alguém a oferecer-se de volta na nossa vida. A realidade é pobre neste tipo de reciprocidade. Já ninguém se oferece por inteiro ao próximo. Todos vivem egocentricamente, primeiro esperam receber para saber o que oferecer aos outros. A surpresa acontece quando alguém faz o processo contrário, o processo que idealizo e imagino... É claro que ao viver desta forma arrisco-me a não receber a retribuição que tenho em expectativa, mas viver é assim mesmo... Vive-se sempre com a ideia que somos demais para os outros e que os outros poderiam ser um pouco mais para nós. E é só vivendo e oferecendo o que acharmos que devemos oferecer ao próximo que verificamos quem de facto vive por nós. Ainda vivi pouco, mas garantidamente existem muitíssimas poucas pessoas que o farão por mim; a verdade é que durante a vida as maioria das pessoas desapontam-nos muito mais vezes que desejaríamos (do mesmo modo que possivelmente desapontamos os outros muitas vezes), mas como dizia atrás, viver tem destes riscos! O meu escasso tempo de vida já me ensinou que tenho de sentir algo nobre e verdadeiro para saber que terei alguém por inteiro para mim, pois serão essas as pessoas que me farão viver inteiramente por elas. Vou continuar a viver até sentir esses sentimentos reais, nobres e verdadeiros; até lá, viverei essencialmente para mim, como a maioria da sociedade, oferecendo-me convenientemente. Só a viver pensando em mim é que descobrirei quem viverá por mim.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Partilhar
Partilhar é amar.
Amar é sofrer.
Sofrer é compreender.
Compreender é respeitar.
Respeitar é valorizar.
Valorizar é suportar.
Suportar é sorrir.
Sorrir é perdoar.
Perdoar é amar.
Amar é viver.
Viver é partilhar!
Amar é sofrer.
Sofrer é compreender.
Compreender é respeitar.
Respeitar é valorizar.
Valorizar é suportar.
Suportar é sorrir.
Sorrir é perdoar.
Perdoar é amar.
Amar é viver.
Viver é partilhar!
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