segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Falta de Sentimentos










Tenho que escrever um poema,
De mil palavras,
De mil cantos,
E mais outros tantos!
Mas espera…
Espera por mim,
Pelos meus sentimentos
E pelos meus pensamentos
Que eu nunca senti!
E até eu escrever esse poema
Ainda não consegui palavras,
Portanto eu continuo à espera!
À espera de tempo,
De lugar
E de motivo
Para um sentimento!
Somente quando os achar,
Eis o meu poema,
Enquanto não os achar
Eu tenho que esperar!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Como Encontrar a Paz Interior

Um dia destes, depois de mais uma sessão de stress psicológico, pus-me a pensar: Como encontrar a minha paz interior? No momento não havia a menor ideia de encontrar resposta a tal questão. Que me lembrei entretanto? Já que me encontro com nenhum suporte humano para me ajudar nesta busca existencial, porque não procurar quem tem ouvidos para me escutar, e compreensão para apoiar e reprovar. Respirei fundo e assim saí de casa, pronta para resolver um pouco essa minha questão. Posso dizer que foi um dia bom! Procurei uma simpática amizade, um suporte justo e amigo, alguém que surgiu do nada e que irá até onde a vida deixar ! À conta dessa amizade costumo às vezes questionar qual será o mais belo sentimento! É que para mim a amizade tem-me realizado muito mais que qualquer outro sentimento, e até que qualquer outra acção humana; é que nem os meros "miminhos hipócritas" me suscitam qualquer interesse... Gosto da simplicidade humana! E por gostar da simplicidade é na amizade que procuro respostas a todo um mar de dúvidas existenciais! E com isto lá fui eu... Foi relaxante, senti-me livre durante uma tarde, parece-me que talvez tenha encontrado um pouco dessa paz interior. E o mais simbólico foi o ter tempo para dar a mão ao próximo. Aproveitei a ocasião para dar um pouco de mim a alguém... Dar a mão a alguém tão próximo e ao mesmo tempo tão distante... Ser solidário no limite da condição humana é algo indescritível, fez-me sentir humana, diria até que desfrutei um pouco de paz interior. É nestes momentos que verificamos a existência de sentimentos escondidos e que com eles temos força para dar o nosso apoio, mesmo subterrados de problemas (existenciais e não existenciais). E mais: esta ocasião serviu para ver que há pessoas com problemas bem piores que nós, e que estão nem aí com "existencialismos"! Mas como me encontrava (e ainda me encontro acho eu), não uso este tipo de escape, pois possuo uma ideia diferente e mais afirmada: diferentes problemas têm diferentes pesos. Portanto, mesmo verificando que há quem esteja pior, não me chega para me sentir bem, porque não me sinto, muito pelo contrário, só verifico que este mundo está só para quem compra "miminhos hipócritas", deixando-me cada vez mais triste... Enfim... Não quero seguir por ideias divergentes... Foi uma tarde repleta de energia positiva! Uma conversa cheia de aspectos bons, nada comparado com o meu dia-a-dia. Conversar, escutar o que se deseja e o que não se deseja ("levar nas orelhas" honestamente), rir, chorar, passear, descobrir, redefinir horizontes e ideias, ... Aquelas horas foram muito importantes para a resposta à minha questão! É que não foi só a minha amizade que me ajudou na resposta. Parte dessa resposta surgiu nas costas de um livro oferta a um outro que comprei nessa mesma tarde. Ainda não o li, nem sei se o seu conteúdo será do meu agrado, mas aquela frase em tom de resumo nas costas do livro deixou-me perplexa. Estava ali escrito muito do que naquela tarde me tinha sido ensinado. Mas há um senão: faz-me entrar em conflito comigo nos dias que correm, é que eu não acredito que a felicidade esteja assim tão perto!... O livro tem como título "Como Encontrar a Paz Interior" da autora Ellen G. White, e nesse resumo diz:

"Não desespere. A felicidade ainda existe. Está mais perto do que você imagina. O céu pode começar dentro de si. Só depende de uma coisa: da sua escolha. Você pode escolher uma vida diferente, com novas metas. O caminho pode ser difícil, mas há um Amigo que pode ir connosco até ao fim."

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sofrimento


Sofro por mim,
Por não querer ser,
Por nunca querer estar
E por não querer ir!
Sou eu,
Estou aqui
E não vou!
Eis o meu sofrimento,
Pois é só este pensamento
Que eu não paro de pensar…
Porque eu não devia ser eu.
Porque eu não devia estar aqui,
E por eu ir sempre.
Mas sempre que há um momento,
Estais aqui ó sofrimento!

domingo, 27 de julho de 2008

Definir felicidade!

Correr, saltar, brincar, pular, conversar, beijar, e sorrir! Eu, hoje, definia estes verbos como sendo os verbos da felicidade (parcial) que a vida nos dá! Mas será que são estes os verbos? Ou será que nem parcialmente muitos de nós somos felizes? Secalhar não são estes os verbos que definem tal sentimento, e nem este mesmo sentimento seja sentido, na sua plenitude, pela maioria de nós. Mas para resolver estas questões seria melhor não usar os verbos tão estritamente evidentes... Diria mesmo que seria melhor tentar conjuga-los no sentido de vida prático. Sabendo que a vida não estridece euforia e alegrias a toda a hora, e sabendo que para muitos estes momentos são raros ou nulos tem que se tomar outro tipo de conjuntura: aplicar estes verbos forçadamente, mas de modo errado, ou seja, aplicar outros verbos, outras ideias e analogias, a fim de fazer parecer os verbos que definem a felicidade!

domingo, 8 de junho de 2008

Apaixonar-me por mim!


Quando vivemos a nossa vida por vezes nem olhamos muito para nós… aponta-se o dedo, recrimina-se, fala-se de toda a gente, questiona-se atitudes e valores, avalia-se aspectos e belezas… E nós? Em que altura da nossa vida olhamos para nós? Quando nos questionamos sobre os nossos valores, as nossas atitudes, sobre o que somos e como somos… Se calhar quando nos mandam “olhar ao espelho” devíamos fazê-lo de facto… Viver a vida com maior entusiasmo connosco próprios e saber apontar defeitos pessoais é sempre uma boa maneira de estarmos bem connosco próprios! Estar bem connosco próprios é um passo para deixarmos de apontar o dedo… Ao saber que somos humanos e que também erramos, menos preponderância temos em estar em “cima” da vida alheia! Se gostamos de nós, se sabemos que erramos e que temos defeitos físicos, é de certo modo meio caminho andado para deixarmos de ser “inxiridos”. Porque razão se olha ao que se tem, ao que se é, ao que se faz… Se de um modo ou de outro toda a gente é, tem e faz o mesmo? Mesmo que se seja diferente em muitos aspectos toda a gente leva um vida social semelhante… De certo modo erramos e também temos defeitos, mas mesmo assim continua-se a olhar o próximo, e com medo de ser olhado; e é esta maneira de agir que faz da nossa sociedade um estereótipo. E quem por si se apaixona, quem apenas vive a sua vida não olhando nem questionando a vida dos outros é socialmente diferente! Como é bom olharmo-nos e focarmo-nos na nossa vida… Aprendermos a ser únicos e de certo modo redescobrirmo-nos… Ser diferente pode começar por evidenciarmos a nossa pessoa, aprendermos com os nossos defeitos e qualidades… Se nos apaixonarmos por nós, gostamos mais de nós e mais fácil será gostar do próximo, pois ao olharmos para os outros teremos sempre nós como um igual… Pode-se dizer que aqui se aplica a velha máxima: “Se não gostar de mim, quem gostará?”… Há que gostar de nós para sermos retribuídos, e primeiro que tudo devemos gostar de nós próprios para sabermos gostar de alguém com valor. Portanto… é favor de se olharem, de se sentirem apaixonados por vós próprios… só assim a vida será mais vossa, mais própria e mais feliz!!!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Esperança na mudança!

Quando acreditamos tudo pode acontecer… é não é? Dizem que sim, mas será? Viver a vida sossegadamente e de um momento para o outro mudá-la? Pode ser aborrecido visto assim de repente, mas depois pode parecer uma vivência estimulante!... A vida não tem que ser linear, não devemos ver as mudanças e os obstáculos como circunstâncias hediondas. Certo que mudar pode ser resultante de aspectos positivos e negativos, bem como pode gerar consequências positivas e negativas. Mas de volta de incógnitas e riscos vivemos toda uma vida mesmo sem grandes mudanças na vida, portanto porque não radicalizar algo que já não branda? Chora-se, sorri-se, sofre-se, festeja-se, … todo um mundo de sentimentos e manifestações são possíveis numa mudança. E para viver temos que vivenciar todos os sentimentos, todas as manifestações, temos que mudar… Seria de facto melhor viver acomodado e “refastelado” numa vida bela e serena (ou não). De facto seria… Se estivéssemos bem e contentes… Porque não? E mesmo tristes e fragilizados também, pois há pessoas que mesmo assim pensam que não vai ser melhor, que a mudança não traz nada de positivo, nada de bom. Mas o facto, e o que eu acho, é que mudar é ter esperanças que podemos ser mais e melhor. Sofrer, chorar, sorrir e festejar para sermos mais e melhor… Há que ter esperança que mudar não é acabar ou recomeçar, e que cada passo que dermos sirva essencialmente para aprender que o passo dado foi o melhor, isto mesmo que o mundo de sentimentos ou manifestações não tenha sido positivo. Há que aprender com as mudanças que nos fazem sofrer, pois delas virá a esperança de apreendermos a viver melhor e poder repetir tudo sem ter que voltar a sofrer novamente… Às vezes à que passar por momentos da vida negativos para mudar, pois só uma mudança pode fazer-nos levar a uma aprendizagem positiva. Mas o contrário também pode acontecer… Mudar positivamente podem ser tão “empolgante” que origine consequências negativas! O facto é que neste mundo de mudar todas as consequências podem ser possíveis… É um facto, de facto… Mas há que apostar nas novas aprendizagens e em tudo o que se ganha com uma mudança… De forma alguma devemos ver “mudar” como mau!
Viver é mudar a qualquer momento… É não ter medo do futuro, nem ter ressentimentos do passado, é viver feliz com o que se fez e infeliz do que se deixou por fazer, é mudar para o bem e mudar para o mal se necessário… Temos que vivenciar da melhor forma todas as mudanças… Mudar é ter esperança numa vida melhor!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Questionar o futuro…

Hoje o dia correu menos mal! (Ainda bem…) E o amanhã? Esta é a questão que todos nós questionamos a certa a altura da vida! É uma questão mais ou menos similar ao típico “Porquê eu?” ou “Porque é que existo?”,… Digamos que é daquelas ditas questões existenciais! Mas tudo o que hoje julgamos ser o melhor para nós, amanhã pode não o ser de facto. E se não o for, só pode ser constatado nesse mesmo amanhã. Só quando amanhecer é que saberemos se é o melhor, se for… melhor! Se não for… ou nos conformamos com o amanhã que construímos e vivemos acomodados nele ou então voltamos ao ponto de partida. Tomamos esse amanhã como sendo um novo hoje e idealizamos um novo amanhã, ou seja, questionamo-nos outra vez e com a sua resposta construímos um novo amanhã! Podemos dizer que a qualquer momento podemos redefinir a resposta a essa questão… É uma questão que a qualquer momento pode ser reformulada e adapta ao nosso hoje!
A verdade é que não nos devemos agarrar a uma única resposta a esta questão. Durante a vida devemos questionar todas as respostas dadas a essa mesma pergunta! Infelizmente podemos acordar num amanhã ajustado a uma resposta mal dada, e o pior de tudo é vivê-lo sabendo da existência desse erro. Viver assim é viver no dito amanhã acomodado, e isso vai contra o amanhã questionado! Acordar cada dia e verificar se estamos bem e o que escolhemos é o melhor para cada um de nós é a maneira mais simples de questionarmos o amanhã de modo a que a nossa vida não estagne. Não deveríamos de viver na ilusão de que tudo o que idealizamos para o nosso amanhã é impreterível. Não deveríamos construir o futuro assente em amanhãs fracassados! Interrogar cada hoje, cada ontem e cada amanhã, a meu ver, é a melhor maneira de construir um futuro coerente e sólido na nossa vida!
Entretanto, e para não divagar muito mais esta questão, o melhor será viver um dia de cada vez, da melhor forma… e nunca dispensando o tal olhar sobre um amanhã coerente! Diria qualquer coisa como Carpe diem.