sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quando penso em mim,
penso em ti,
porque apareces em mim,
porque vives em mim,
acreditas em mim.
Tu, que sabes quem ser,
que vives em aparecer
para atormentar
este vício de amar!
Pois é, tu és eu
e eu sou tu,
mas nem tu nem eu
sabemos que eu sou tu,
ou que tu és eu!
Que confusão,
afinal a questão sou eu!
Eu que só penso em ti,
e talvez por pensar
tenho que me declarar!
Pois nem eu nem tu
depois desta confusão
sabíamos que este acaso
se transformara
numa eterna paixão!

terça-feira, 12 de abril de 2011

3 anitos a passear pela blogosfera :)

Pois é... aqui o blog da TaViTa está a fazer 3 anos que se iniciou nos belos passeios pelas ideias, pensamentos, desabafos, e reflexões! E agora? No mínimo, venham mais 3, e com o máximo de imaginação possível! ;)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amigo, que te posso dizer?
Que sofro por amor?
Pois teríamos conversas infinitas...
Tu e eu, por amor!
Que semelhança, tu e eu...
A diferença é que eu choro e tu sorris!
Reconfortas-me!
O que me vai na alma
tu sabes,
não sou eu, não és tu.
É ele e apenas ele!
Quem?
O desconhecido do amor.
Aquele que nos atormenta
antes de adormecer,
o que nos faz pensar no outro ele!
E que mais tenho a dizer?
Pode não parecer verdade,
mas estas letras dizem tudo!
A minha amizade por ti,
o meu sofrimento,
e a minha alegria de amar
sacia toda a minha sede de poesia.
Esta poema pode ser
curioso para uns,
ridículo ou insignificante para outros!
Mas para ti que és meu amigo,
e que sorris quando amo...
...este poema será provavelmente
o resumo de todas as nossas conversas de amor!

quinta-feira, 17 de março de 2011

O passeio da vida... # III

Estava à momentos a falar de homens com uma amiga e chegamos à grande conclusão que todos eles têm uma enorme capacidade de tornar o universo deles único. Tudo o que eles dizem tem um fundamento próprio, utópico, inaintrepertável por mulheres. As relações humanas como toda a gente sabe (no mínimo, as mulheres sabem) têm por vezes explicações inquestionáveis. Cada um tem uma relação própria com cada uma das muitas pessoas que conhecem; sejam elas amigos, namorados, família, etc. E estas relações não têm qualquer explicação lógica. Nem todos nós somos educados da mesma forma, nem todos nós amamos da mesma maneira ou com a mesma intensidade e devoção. Os sentimentos não têm definição própria, a meu ver, têm apenas formas de expressão. Formas de expressão essas que eles querem que nós as definamos para depois fazerem a sua redefinição simplista. E quem fala de sentimentos, fala de outras questões existentes na vida de um homem.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Paixão Proibida

Pintura "Nômades Amantes do Tempo" por Bruno Steinbach Silva
Texto publicado em Provoca-me

Ainda me lembro de todos os pormenores. Do som das tuas palavras ao meu ouvido, das cores do quarto de hotel, do cheiro da tua pele, e de todo aquele calor que sentimos. E o teu corpo majestoso, os teus olhos brilhantes, o teu sorriso sedoso, as tuas mãos que tão bem embalavam o meu corpo naquela noite... Ainda consigo sentir o pecado que viveu em mim. A quantidade de adrenalina que se esvaziou para as minhas veias foi tal, que ainda hoje me alimenta o desejo, e com toda a certeza residirá em circulação para sempre. O coração batia cada vez mais acelerado, mas o cérebro negava todos os impulsos. Queria ficar, o desejo sedento de te envolver, de te conhecer e de me entregar como nunca me tinha entregado a alguém. A força das hormonas conseguiu vencer o meu consciente pecador. A tua sedução venceu. Entreguei-me, não sabia como, mas estava ali. Foi ali num clima nunca antes sentido, num ambiente totalmente desinibido e de excitação, que nos entregamos um ao outro.
Lembro-me de a minha razão ter perguntado ao coração se valeria a pena, se tal pecado seria alguma vez perdoado. Perdoei-me mas não foi de imediato. Só muito depois de te ter tido em mim é que realmente equacionei os sentimentos. Perdoei-me porque de uma maneira ou de outra, e apesar de todos os devaneios que habitavam naquele quarto, tudo foi sentido, houve paixão.
Fecho os olhos e revejo aquela noite. Os teus braços abraçavam-me como que a pedir de alguma forma autorização para me teres. E o momento em que tocas nos meus lábios senti que te tinha concedido o desejo. Avançaste com as tuas mãos grandes e aveludadas, e agarraste-me com vigor. Despi-me logo após de te ver despir em escassos segundos. Ambos queríamos aproveitar todos aqueles momentos a medo que o tempo acabasse ou que eu me arrepende-se. E não, não me arrependi, segui em frente. Tocava-te loucamente, abraçava-te tão forte, queria que me sentisses só tua. O calor habitou em nossos corpos, e o meu pecado capital naquela noite viveu em ti.
Reviveria tudo outra vez. Sentiria novamente os teus beijos, o teu calor, o teu desejo... Cairia na tua cama, ter-te-ia novamente em mim, só para encher uma vez mais o coração daquilo que ainda sinto por ti. Arrepia-me a ideia de um dia poder voltar a sentir o teu toque. É tudo passado, é tudo lembrança, e hoje tudo reinventado seria apenas uma quimera. Aqueles minutos já passados, já queimados, de ouro pecaminoso não voltam mais. Agora só o sonho traz ao coração aquela paixão proibida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O passeio da vida... # II

A crise dos dias de hoje deixa-nos à porta dos bancos, e eu pessoalmente odeio bancos. Cartões de crédito, taxas de juro, despesas de manutenção e de sei lá mais o quê, é algo que me faz borbulhar. Não me vou alongar muito por este assunto, mas eu e os bancos só não vivemos cada um para seu lado por causa da modernidade da nossa sociedade, está de tal modo tão evoluída em sua dependência que já não me permite viver sem eles. E eu sou uma mulher moderna, caramba! (Podia dizer que não tenho dinheiro, mas é sempre muito mais suis generis dizer que sou moderna, não acham?) A realidade é que nunca quis cá empréstimos bancários, nem dinheiros emprestados de entidades "crava ferroadas". Ou será que até hoje nunca precisei? Nunca precisei, mas também nunca me achei de que com nada quisesse ter tudo. Hoje muitos até têm tudo, mas vêm-se às aranhas para não ficar com nada.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O passeio da vida... # I

Se a minha vida acabar neste capítulo, e vendo-a retrospectivamente, acho que tinha sido feliz. Mas... o facto é que ando perdida com os dias que atravesso. E depois a lembrar-me dos dias com que construi o meu passado, é que me transcendo para o modo HELP. É isso mesmo: SOCORRO: tempo volta para trás. SOS - STOP - BACKWARD. Como eu fui feliz quando me considerava a patinho feio da turma, como eu fui feliz ao ser humilhada pela miúda da outra turma que saía com o tipo de quem gostava. Como eu fui feliz a levar umas palmadas da minha mãe... Todos estes episódios fizeram-me mais forte, por isso, de um modo ou de outro, fui feliz. Ah, é verdade, lembrava-me agora! E a felicidade com que ouvia as explicações maravilhosas que os irmãos mais velhos tinham para tudo o que eu perguntava? Coisa inimaginável, os irmãos saberem tudo o que eu precisava para ser feliz!